Migrânea Vestibular: O que é, Sintomas e Tratamento

O que é a migrânea vestibular?

A migrânea vestibular é uma forma de enxaqueca em que os sintomas vestibulares – vertigem, tontura e desequilíbrio – são a manifestação principal das crises. Ela é reconhecida como a causa mais frequente de vertigem episódica recorrente, ou seja, aquela tontura que aparece e desaparece em episódios, e estima-se que afete de 1% a 2,7% da população adulta. A condição é mais comum em mulheres e costuma se manifestar entre a quinta e a sexta décadas de vida.

Quais são os sintomas?

As crises de migrânea vestibular podem incluir:

  • Vertigem espontânea (sensação de que tudo gira);
  • Vertigem posicional, ao mudar de posição;
  • Tontura desencadeada por movimento da cabeça, com náusea;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia);
  • Instabilidade postural entre as crises.

Um ponto importante: nem toda crise vem acompanhada de dor de cabeça. Muitos pacientes apresentam apenas tontura, o que atrasa o diagnóstico. As crises duram de 5 minutos a 72 horas e podem ser desencadeadas por estresse, privação de sono, alterações hormonais, jejum prolongado e certos alimentos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e segue os critérios da Bárány Society e da International Headache Society, que incluem: pelo menos 5 episódios de sintomas vestibulares de intensidade moderada a forte, com duração de 5 minutos a 72 horas; histórico atual ou prévio de migrânea; e associação de pelo menos metade dos episódios com características migranosas (cefaleia, fotofobia, fonofobia ou aura visual).

Entre as crises, o exame neurológico e otoneurológico costuma ser normal, e exames de imagem não apresentam alterações específicas — o que reforça a importância de uma avaliação especializada para afastar outras causas, como VPPB, doença de Ménière e neurite vestibular.

Qual é o tratamento?

O tratamento tem três pilares:

  1. Controle da crise aguda: medicamentos para abortar o episódio de vertigem e náusea;
  2. Profilaxia: medicação de uso contínuo (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, antidepressivos e anticonvulsivantes são as classes mais utilizadas) para reduzir a frequência e a intensidade das crises;
  3. Manejo de gatilhos e reabilitação vestibular: regularização do sono, hidratação, dieta e exercícios de reabilitação, que ajudam o cérebro a compensar o desequilíbrio.

Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes apresenta redução significativa das crises e melhora da qualidade de vida.

Quando procurar um otoneurologista?

Se você apresenta crises recorrentes de tontura, com ou sem enxaqueca, procure avaliação otoneurológica. O diagnóstico precoce evita anos de sofrimento e tratamentos inadequados.

📍 Localização: OtoCenter Goiânia (Térreo do IMS) Alameda das Rosas, 1949 – Térreo – Setor Oeste, Goiânia – GO, CEP: 74125-010.

📞 Agendamento via WhatsApp: +55 62 99691-6100 

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