Diagnóstico preciso para sua Saúde Auditiva e Equilíbrio

Soluções clínicas avançadas para tontura, zumbido, perda auditiva e distúrbios do nariz e garganta, realizados com cuidado e excelência.

Exames

Audiometria (Adulto e Infantil)

A audiometria é o exame padrão-ouro para avaliar a audição. Ela mede o menor volume (intensidade) que o paciente consegue ouvir em cada frequência (tom) — desde sons graves (como um trovão) até agudos (como um apito). O resultado é um gráfico chamado audiograma, que mostra o grau e o tipo da perda auditiva (se é neurossensorial, condutiva ou mista).

Na versão para adultos, o paciente senta-se em uma cabine acústica e usa fones de ouvido, respondendo sempre que ouvir um som (levantando a mão ou apertando um botão). Para crianças a partir de cerca de 3 anos, existem técnicas lúdicas: a criança coloca uma peça em um brinquedo ou aponta para uma figura cada vez que ouve o som (audiometria condicionada). Para bebês, há a audiometria de tronco encefálico (BERA) e a emissão otoacústica, que não dependem de resposta voluntária.

O exame é indolor, não invasivo e dura cerca de 30 a 40 minutos. É indicado para triagem auditiva em recém-nascidos (teste da orelhinha), avaliação de queixas de perda auditiva, acompanhamento de doenças que afetam a audição (como otite crônica, exposição a ruído, uso de medicamentos ototóxicos) e para liberação de atividades profissionais que exigem boa audição.

Impedanciometria

A impedanciometria, também chamada de timpanometria, mede a complacência (elasticidade) do tímpano e a pressão do ar no ouvido médio. O equipamento emite um som e simultaneamente varia a pressão no conduto auditivo, registrando como o tímpano se movimenta em resposta. O resultado é um gráfico (timpanograma) que mostra se o tímpano está normal, rígido (indicando líquido no ouvido médio, como na otite secretora), ou muito móvel (sugerindo perfuração ou luxação dos ossículos).

O exame é extremamente útil para diagnosticar otite média secretora (comum em crianças, com acúmulo de líquido atrás do tímpano), disfunção da tuba auditiva (a trompa de Eustáquio que liga o ouvido ao nariz), e para verificar a integridade da cadeia ossicular após traumas ou cirurgias. É um complemento indispensável à audiometria, pois ajuda a diferenciar perda auditiva condutiva (problema mecânico no ouvido médio) de neurossensorial (problema no ouvido interno).

O paciente não precisa de preparo. Uma sonda macia com uma oliva de borracha é colocada na entrada do conduto auditivo, vedando-o levemente. O exame dura menos de um minuto por ouvido e é totalmente indolor. É realizado rotineiramente em consultórios de otorrinolaringologia, tanto em adultos quanto em crianças.

Audiometria de Altas Frequências

A audiometria convencional testa frequências de 125 Hz a 8.000 Hz (a faixa mais importante para a comunicação verbal). A audiometria de altas frequências vai além, testando sons de 9.000 Hz a 16.000 ou até 20.000 Hz, que estão acima do alcance da fala humana, mas são importantes para a percepção de sons ambientais agudos e para a detecção precoce de danos auditivos.

É um exame especialmente útil para pacientes expostos a ruído ocupacional (operários, músicos, pilotos), para aqueles que usam medicamentos ototóxicos (quimioterápicos, alguns antibióticos e anti-inflamatórios), e para acompanhamento de doenças que podem afetar as células ciliadas da cóclea (como diabetes e doenças autoimunes). A perda auditiva em altas frequências geralmente aparece primeiro do que a perda nas frequências da fala, permitindo intervenção precoce.

O exame é semelhante à audiometria convencional: o paciente senta-se em cabine acústica com fones especiais que emitem essas frequências mais agudas. Dura aproximadamente 20 minutos e é indolor. Fazer esse exame periodicamente ajuda o Dr. Pedro a monitorar a saúde auditiva e orientar mudanças de hábitos ou tratamentos antes que a perda se torne perceptível no dia a dia.

Acufenometria (Avaliação do Zumbido)

A acufenometria é uma avaliação psicoacústica que quantifica o zumbido (um som que a pessoa ouve sem que haja fonte externa). Muitos pacientes descrevem seu zumbido como um apito, chiado, cigarra, barulho de mar ou até um som pulsátil. A acufenometria usa sons gerados pelo equipamento para encontrar o tom e o volume que mais se aproximam do zumbido relatado pelo paciente.

O exame é indicado para todos os pacientes com zumbido crônico (mais de seis meses), especialmente quando o zumbido atrapalha o sono, a concentração ou causa sofrimento emocional. Ele permite classificar o zumbido em: tonal (som contínuo de frequência definida), ruído branco (som como de estática), ou musical/pulsátil. Também mede a intensidade do zumbido (em dB) e a menor intensidade de um som externo que consegue mascará-lo (nível de mascaramento).

O paciente senta-se em uma cabine acústica e usa fones. O Dr. Pedro ou o fonoaudiólogo apresenta diversos sons e pede que o paciente indique qual deles é mais parecido com seu zumbido e em que volume o ouve. O exame dura cerca de 20 a 30 minutos e, combinado com a audiometria, ajuda a definir a causa do zumbido (perda auditiva, disfunção da articulação temporomandibular, problemas vasculares, etc.) e o melhor tratamento — que pode incluir aparelhos auditivos com gerador de som, terapia de habituação, medicação ou mudanças de estilo de vida.

Prova de Função Tubária

A prova de função tubária avalia a capacidade da tuba auditiva (trompa de Eustáquio) de abrir e fechar adequadamente, permitindo a entrada e saída de ar do ouvido médio. A tuba é um canal fino que liga o ouvido médio ao nariz e tem a função de equalizar a pressão atmosférica com a pressão dentro do ouvido — essencial para evitar desconforto em aviões, mergulho ou mesmo em mudanças de altitude.

O exame é indicado para pacientes com otite média crônica, sensação de ouvido tampado após voar ou mergulhar (barotrauma), disfunção tubária crônica, e antes de cirurgias de reconstrução do tímpano (para garantir que a tuba conseguirá manter a ventilação após a cirurgia). A disfunção tubária pode ser obstrutiva (não abre) ou patulosa (fica aberta demais, causando autofonia — o paciente ouve a própria respiração e voz de forma anormal).

O procedimento é simples: o Dr. Pedro realiza uma timpanometria de base, depois pede que o paciente realize manobras como deglutir, bocejar ou fazer a manobra de Valsalva (soprar com o nariz tapado). A timpanometria é repetida para ver se houve mudança na pressão do ouvido médio, indicando que a tuba abriu. Em alguns casos, pode ser necessário realizar a prova de função tubária com endoscopia nasal, visualizando diretamente a abertura da tuba no nariz durante as manobras. O exame é indolor e rápido.

Avaliação do Processamento Auditivo Central (PAC)

O processamento auditivo central (PAC) é a capacidade do sistema nervoso de analisar, interpretar e dar significado aos sons que chegam aos ouvidos. Uma pessoa pode ter audição periférica normal (audiometria normal) e ainda assim ter dificuldade para entender a fala em ambientes ruidosos, distinguir sons semelhantes, seguir instruções orais ou localizar de onde vem um som. Essas dificuldades são características do Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC).

A avaliação do PAC é indicada principalmente para crianças em idade escolar que apresentam dificuldades de aprendizagem, especialmente na leitura e escrita, que “trocam” letras na fala ou têm atraso na linguagem, na ausência de perda auditiva. Também é útil para adultos com queixa de dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos, após traumatismo craniano, AVC ou envelhecimento. O diagnóstico precoce permite intervenção com treinamento auditivo, que melhora significativamente a qualidade de vida.

A avaliação é realizada por fonoaudiólogo especializado, em duas a três sessões de 45 a 60 minutos. Inclui uma bateria de testes que avaliam habilidades como: fechamento auditivo (completar palavras ouvidas parcialmente), figura-fundo (entender fala com ruído de fundo), ordenação temporal (identificar padrões rítmicos), e integração binaural (processar informações diferentes que chegam aos dois ouvidos ao mesmo tempo). A criança ou o adulto responde a estímulos sonoros por meio de repetição, apontamento ou apertando botões. É um exame lúdico, mas que exige atenção e concentração.

VHIT (Teste do Impulso Cefálico com Vídeo)

O VHIT (video Head Impulse Test) é um exame que avalia a função dos canais semicirculares do labirinto — as estruturas responsáveis por detectar a rotação da cabeça. O princípio é simples: quando a cabeça se move para um lado, os olhos devem se mover para o lado oposto com a mesma velocidade para manter a imagem estabilizada na retina (reflexo vestíbulo-ocular). Se o labirinto estiver danificado, os olhos perdem o alvo e precisam de uma correção (sacada corretiva).

É indicado no diagnóstico de neurite vestibular (labirintite), para diferenciar vertigem periférica (labirinto) de central (neurológica), e para acompanhar pacientes com doença de Menière, schwannoma vestibular e outras patologias vestibulares. O exame é especialmente útil em pacientes com tontura aguda, pois ajuda a definir rapidamente se a causa está no ouvido interno.

O paciente usa óculos especiais com câmera de alta velocidade (250 quadros por segundo) que registram os movimentos oculares. O médico segura a cabeça do paciente e aplica impulsos rápidos e imprevisíveis (giros de cabeça de cerca de 10 a 20 graus). O paciente deve relaxar e não resistir ao movimento. O exame dura cerca de 15 minutos, é indolor e não invasivo. O software analisa automaticamente a resposta ocular, gerando um gráfico que mostra a função de cada canal semicircular separadamente.

Videonistagmografia

A videonistagmografia (VNG) é um exame sofisticado que analisa o sistema vestibular (labiríntico) e suas conexões com o sistema nervoso central. Ela registra os movimentos oculares (nistagmo) em diferentes condições: com e sem estímulo visual, com mudanças de posição da cabeça, e com estímulos térmicos (água quente e fria no conduto auditivo, chamada prova calórica).

É indicada para pacientes com tontura crônica, vertigem recorrente, desequilíbrio, zumbido associado a tontura, e para investigar doenças como neurite vestibular, doença de Menière, VPPB e tumores do ângulo ponto-cerebelar (como schwannoma). A VNG também ajuda a determinar se a tontura tem origem no labirinto ou no sistema nervoso central, o que orienta o tratamento.

O exame é dividido em partes: inicialmente, o paciente usa óculos de vídeo em sala escura para registrar o nistagmo espontâneo. Depois, realiza movimentos de cabeça e tronco (prova posicional). Em seguida, são feitos testes com alvo visual móvel (perseguição pendular e sacadas). Por fim, a prova calórica: água a 44°C e 30°C é introduzida no conduto auditivo por 30 segundos, provocando uma resposta reflexa do labirinto (nistagmo). A duração e intensidade dessa resposta são medidas. O exame dura cerca de 60 minutos e requer que o paciente não use medicamentos para tontura nos dias anteriores.

Videofaringolaringoscopia

A videofaringolaringoscopia é um exame endoscópico no qual um tubo flexível e fino (com cerca de 3 a 4 mm de diâmetro) é introduzido pelo nariz até a faringe e a laringe, permitindo visualizar em tempo real, em um monitor, toda a região da garganta, incluindo as pregas vocais (cordas vocais), a epiglote, as amígdalas linguais e a parte posterior do nariz (nasofaringe).

É indicado para pacientes com rouquidão persistente (mais de 15 dias), dor de garganta crônica, sensação de “bola na garganta” (globus faríngeo), pigarro constante, tosse crônica, dificuldade para engolir (disfagia) ou engasgos frequentes. Também é fundamental no diagnóstico de nódulos, pólipos e cistos nas pregas vocais, refluxo laringofaríngeo, paralisia de corda vocal, tumores benignos e malignos da laringe e faringe.

O exame é realizado no consultório, com anestesia tópica (spray de lidocaína no nariz e na garganta) para desconforto mínimo. O paciente senta-se confortavelmente, e o endoscópio é introduzido por uma narina. Não há necessidade de jejum. O médico pede que o paciente fale, respire fundo, tussa ou engula para avaliar a mobilidade das pregas vocais e a dinâmica da deglutição. O exame dura cerca de 5 a 10 minutos e o resultado é imediato, com imagens gravadas para comparação futura.

Videoendoscopia Nasal

A videoendoscopia nasal (também chamada de nasofibroscopia) é o exame padrão para avaliar a cavidade nasal e a nasofaringe. Utiliza-se um endoscópio rígido (tubo metálico com lente, de 2,7 ou 4 mm) ou flexível (fibra óptica), acoplado a uma câmera de alta definição que projeta as imagens em um monitor. O exame permite ver com detalhes o septo nasal, os cornetos (turbinas), o meato médio (por onde drenam os seios maxilar e frontal), e a abertura da tuba auditiva.

É indicado para pacientes com obstrução nasal crônica, rinossinusite (aguda ou crônica), suspeita de pólipos nasais, sangramento nasal recorrente (epistaxe), perda do olfato (anosmia), e para acompanhamento pós-operatório de cirurgias nasossinusais. Também é essencial para colher material para biópsia em casos de suspeita de tumores nasais.

O exame é feito com o paciente sentado, após aplicação de anestésico tópico e descongestionante nasal (spray) para reduzir o inchaço da mucosa e o desconforto. O endoscópio é introduzido em cada narina, e o médico percorre toda a cavidade nasal. O paciente pode sentir um leve desconforto, mas o exame é bem tolerado. Dura cerca de 5 a 10 minutos e é filmado, permitindo que o Dr. Pedro mostre ao paciente as alterações encontradas e explique o plano de tratamento.

Avaliação personalizada

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CRM/GO 12915 | Rqe 8251

Dr. Pedro Ivo Machado

Sou o Dr. Pedro Ivo Machado, otorrinolaringologista com subespecialização em Otoneurologia e meu foco é avaliar, investigar e tratar o seu problema de equilíbrio.

Localização

Atendimento em localização estratégica no Setor Oeste, em Goiânia, oferecendo praticidade, conforto e fácil acesso para pacientes de toda a região. Um ambiente moderno, pensado para proporcionar uma experiência acolhedora desde a sua chegada.