A tontura é uma das queixas mais frequentes nos consultórios e a vertigem súbita está entre as formas mais assustadoras. Imagine estar em casa e, de repente, o mundo começar a girar. Náuseas, vômitos, impossibilidade de se manter em pé. Para muitas pessoas, esse episódio é chamado de “labirintite”, mas a causa pode ser outra: a neurite vestibular.
Neste artigo, você vai entender o que é essa condição, por que ela acontece, quais os sintomas e como é feito o tratamento. O objetivo é trazer clareza para quem passa por essa experiência.
O que é neurite vestibular?
A neurite vestibular é uma inflamação do nervo vestibular, o nervo responsável por levar ao cérebro as informações sobre equilíbrio e posição da cabeça. Quando esse nervo é afetado, o cérebro recebe sinais incorretos e interpreta que o corpo está em movimento, mesmo quando a pessoa está parada. O resultado é a vertigem aguda, uma sensação intensa de rotação que surge de forma repentina.
A condição afeta principalmente o nervo vestibular superior e, na maioria dos casos, atinge apenas um lado.
Sintomas da neurite vestibular:
Os sintomas costumam surgir de forma súbita, em poucas horas:
– Vertigem rotatória intensa: sensação de que tudo ao redor está girando
– Náuseas e vômitos
– Desequilíbrio ao ficar em pé ou caminhar
– Dificuldade de concentração e sensação de “cabeça pesada”
Um ponto fundamental: na neurite vestibular não há perda auditiva significativa. Essa característica ajuda a diferenciá-la de outros quadros, como a labirintite com comprometimento da audição.O pico dos sintomas acontece nas primeiras 24 a 48 horas. Depois, a vertigem tende a diminuir gradualmente, embora o desequilíbrio possa persistir por semanas.
Causas da neurite vestibular:
A principal causa é a inflamação do nervo vestibular por infecção viral. Vírus como os do grupo herpes e os que causam infecções respiratórias podem atingir o nervo diretamente ou desencadear uma resposta inflamatória que compromete sua função.
Alguns fatores podem aumentar o risco:
– Infecções virais recentes (gripe, resfriado)
– Estresse e fadiga
– Baixa imunidade
Na maioria dos casos, a causa exata não é identificada, mas o mecanismo inflamatório é o mais aceito pela medicina.
Diagnóstico da neurite vestibular
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. O médico otoneurologista avalia os sintomas, o padrão da vertigem e a presença (ou ausência) de alterações auditivas. Em alguns casos, podem ser solicitados exames de imagem, quando há suspeita de outras causas;
Tratamento da neurite vestibular
O tratamento combina duas frentes complementares:
Tratamento clínico:
– Medicamentos antivertiginosos para controlar a vertigem aguda
– Anti-eméticos para náuseas e vômitos
– Corticoides para reduzir a inflamação do nervo
Reabilitação vestibular:
– Exercícios específicos de adaptação e compensação central
– Treino de equilíbrio e estabilização do olhar
– Protocolo individualizado conforme o quadro
A reabilitação vestibular é o pilar da recuperação. Ela ensina o cérebro a compensar a perda de função do nervo afetado, acelerando a melhora e reduzindo o risco de sequelas, como a tontura residual e o desequilíbrio persistente.
Neurite vestibular tem cura?
Sim. A maioria dos pacientes se recupera completamente com o tratamento adequado. O quadro agudo costuma durar de dias a poucas semanas, e a reabilitação vestibular ajuda a eliminar os sintomas residuais. Quanto mais cedo o tratamento começa, melhor o prognóstico.
Por isso, a avaliação precoce com um especialista faz toda a diferença:
O otoneurologista é o médico capacitado para diagnosticar a neurite vestibular, descartar outras causas e montar um plano de tratamento individualizado. Entender seus sintomas e buscar ajuda médica precocemente é o caminho para uma recuperação mais rápida e completa.
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